O Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo tem a satisfação de parabenizar a doutoranda em Ciência da Computação pelo IME-USP, Mairieli Wessel, que, no dia 1 de outubro,  foi premiada durante o evento International Conference of Software Maintenance and Evolution (ICSME) com o  IEEE TCSE Distinguished Paper Award, láurea de relevância na área de Engenharia de Software. 

 

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Autora do artigo “Effects of Adopting Code Review Bots on Pull Requests to OSS Project”, Mairieli investiga os efeitos práticos do uso de aplicações que automatizam tarefas rotineiras em projetos de software. Os bots de software, amplamente adotados por projetos de software de código aberto (OSS), oferecem suporte aos desenvolvedores em várias atividades, incluindo revisão de código. No entanto, como acontece com qualquer adoção de nova tecnologia, os bots podem afetar a dinâmica do grupo. O trabalho, portanto, visa compreender e antecipar tais efeitos para planejamento e gerenciamento, investigando como vários indicadores de atividade mudam após a adoção de um bot de revisão de código. Profissionais e mantenedores podem alavancar os resultados previstos neste artigo para entender, ou mesmo prever, os efeitos dos bots nas interações sociais de seus projetos.

 

 

Um vídeo explicativo do projeto premiado de Mairieli Wessel. Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=inY8BVGoBHc

 

Também participaram desse artigo os professores Alexander Serebrenik (Universidade Tecnológica de Eindhoven (TU/e), Holanda), Marco Aurélio Gerosa (orientador de Mairieli no IME-USP, São Paulo), Igor Scaliante Wiese e Igor Steinmacher (professores da UTFPR, Paraná).

Mairieli se formou em Ciência da Computação na UTFPR-CM em 2017, publicou artigos em diversas conferências e hoje, sob orientação do prof. Marco Aurélio Gerosa, realiza pesquisa de Doutorado na área no IME-USP. 

 

Pós-graduação em Ciência da Computação

O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação do IME-USP possui cursos de Mestrado, Doutorado e Doutorado Direto. Com aproximadamente 30 orientadores, o programa, que cobre todas as principais áreas da Ciência da Computação, vários deles são  bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq. A qualidade das dissertações e teses desenvolvidas no programa é evidenciada pelos bons resultados obtidos nas defesas. Egressos do programa ocupam posições de destaque na indústria e também na academia, nas melhores universidades do país. 

Interessados em ingressar no Programa de Pós-Graduação do IME-USP devem consultar as informações sobre o processo seletivo e seguir as instruções descritas.

 

13.10.2020 | Serviço de Apoio Institucional
Rachel de Freitas Poli

Professores do ensino básico devem enviar vídeos até o dia 7 de novembro

 

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Imagem: Pexels

 

Estão abertas desde o dia 8 de setembro as inscrições para o 1º Festival de Vídeos de Práticas de Ensino de Matemática (VPEM) do CAEM. Os professores do ensino básico que tiverem interesse em divulgar novas abordagens para o ensino de matemática podem enviar um vídeo até o dia 7 de novembro pelo site do evento. Também é possível acessar por lá o regulamento, o formulário para as inscrições e um manual com dicas para a gravação.

O 1º Festival de Vídeos de Práticas de Ensino de Matemática (VPEM) é uma iniciativa do CAEM-IME-USP, que pretende valorizar e divulgar novas abordagens ao ensino da matemática baseadas nas experiências e/ou vivências de professores da educação básica. Os vídeos, com duração de 5 e 15 minutos, devem estimular a participação ativa de estudantes em seu processo de aprendizagem de matemática.

 

CAEM IME-USP

O CAEM é um órgão de extensão do IME−USP, dirigido por professores do Departamento de Matemática. Tem como principais objetivos a assessoria, formação continuada, qualificação de professores da Educação Básica, além de apoiar ações de formação inicial junto ao curso de Licenciatura em Matemática do IME−USP. Dentre outras atividades, o CAEM oferece cursos, oficinas, palestras e promove eventos, voltados a professores que ensinam Matemática nos diferentes níveis de ensino. Com exceção de algumas oficinas, tais atividades são gratuitas para todos os professores das redes pública e/ou particular e para estudantes da USP. O projeto VPEM recebeu apoio da PRCEU, no 5º Edital SANTANDER/USP/FUSP de Fomento às Iniciativas de Cultura e Extensão, e é coordenado por Ana Paula Jahn, docente do MAT e diretora do CAEM.

Para mais informações, acesse o site do evento http://bit.ly/3mx2Dcj.

 

 

25.09.2020 | Serviço de Apoio Institucional
Rachel de Freitas Poli

destaque avanco pesquisas map Diante da pandemia causada pelo novo coronavírus, pesquisadores do Departamento de Matemática Aplicada do IME-USP (MAP) sentiram-se desafiados a direcionar suas
linhas de pesquisa para novas investigações para o enfrentamento da doença.

O grupo de biomatemática do Departamento de Matemática Aplicada do IME-USP (MAP) vem trabalhando na modelagem de epidemias há alguns anos, com seminários regulares e colaborações com outros departamentos e institutos. O foco estava concentrado em dengue, mas com a chegada da pandemia, as pesquisas se voltaram para a Covid-19. As pesquisas de antes da pandemia já contavam com uma excelente parceria com a empresa InLoco, no contexto de exploração de dados de mobilidade para modelagem epidêmica, além de interações com diversos epidemiologistas de renome. A pandemia acelerou uma interação maior de colaborações já existentes, e assim as pesquisas evoluíram mais rapidamente.

Atualmente, alguns dos professores do MAP integram diferentes grupos de apoio científico de entidades governamentais, auxiliando na tomada de decisão e planejamento estratégico de ações. O grupo atua dentro do centro de crise do Governo do Estado de São Paulo, auxiliando com análises de dados epidemiológicos e modelos preditivos que ajudam no planejamento de médio prazo das ações do governo. O grupo também atua em um subcomitê do Comitê de Pesquisa do Consórcio Nordeste, auxiliando em análises de mobilidade e risco de disseminação da Covid-19. Na linha de monitoramento da pandemia, análises da evolução da pandemia no Brasil são divulgadas em tempo real na Folha de São Paulo, permitindo um acompanhamento dos municípios em suas fases da curva epidêmica. Análises de isolamento social são divulgados no site do grupo do MAP para mais de 4 mil municípios do país, sendo o único local onde esse tipo de dado é abertamente disponível a prefeituras e público em geral. Assim, as contribuições aparecem tanto na parte de monitoramento (evolução da pandemia e medidas de distanciamento social) quanto no auxílio de plano de ações (com modelagem epidemiológica). Essas contribuições visam reduzir o impacto da pandemia na sociedade em geral.
Além do comitê de contingenciamento do governo do estado de São Paulo, do comitê de pesquisa do consórcio Nordeste, e da Folha de São Paulo, já citados anteriormente, diversas prefeituras (incluindo consórcios) solicitam auxílio do MAP em análises de medidas de controle da pandemia ou monitoramento. O grupo também tem colaborado com outros pesquisadores para análises regionais.

 

AVANÇO DAS PESQUISAS
Atualmente o grupo de pesquisa trabalha em um modelo preditivo que acopla espacialmente os municípios de São Paulo com dados de mobilidade. Esse modelo tem sido usado no centro de crise do governo do estado, e tem se mostrado muito útil no entendimento da evolução epidêmica no estado. Além disso, o entendimento da relação entre o distanciamento social e seu efeito na velocidade de propagação da doença, ainda carece de estudos. Apesar de ser bem entendido do ponto de vista teórico, na prática os dados não refletem tão diretamente o que se conhecia sobre o assunto e o que tem-se usado em modelos de cenários. Temos trabalhado em melhorar esse entendimento, para poder esclarecer o que seria um distanciamento social ideal e seu real impacto na epidemia. Outros estudos também estão em andamento, por exemplo considerando as vulnerabilidades sociais e suas relações com a Covid-19.

 

INTERDISCIPLINARIDADE DAS PESQUISAS
A pandemia trouxe junto com a crise uma necessidade e abertura para intensas colaborações interdisciplinares. Esse tem sido o grande trunfo para lidar com a crise, pois pesquisadores do Brasil e do mundo estão hoje mais do que nunca mais abertos a colaborar. Atualmente, o grupo do MAP interage semanalmente com dezenas de pesquisadores do país e de fora, compartilhando dados e ideias.
Um resultado curioso foi uma colaboração com o Grupo de sismologia do IAG-USP, na qual foi analisada a relação de ruídos sísmicos com a mobilidade urbana (distanciamento social), publicado em uma importante revista da área de geofísica.


REPERCUSSÃO NA MÍDIA

Além da divulgação em tempo real na Folha de São Paulo, o trabalho dos pesquisadores do MAP tem tido repercussão na mídia, como a participação ao vivo do Prof. Dr. Renato Vicente no jornal Bom dia PE, da TV Globo Nordeste, com o tema Recife está no caminho para resolver crise da Covid-19, aponta pesquisador da USP e na matéria do Diário de Pernambuco, intitulada "Recife está na direção de resolver epidemia", diz professor da USP, ambas veiculadas no dia 17/07/2020.

 

Prof. Renato Vicente em participação ao vivo na Globo Nordeste

Participação ao vivo do Prof. Dr. Renato Vicente do MAP, em telejornal da TV Globo Nordeste.
Assista: http://g1.globo.com/pernambuco/videos/t/todos-os-videos/v/recife-esta-no-caminho-para-resolver-crise-da-covid-19-aponta-pesquisador-da-usp/8705649/

 

SAIBA MAIS

Mais informações e publicações sobre as pesquisas do Departamento de Matemática Aplicada do IME-USP podem ser encontradas em www.ime.usp.br/~pedrosp/covid19.

 

 



06.08.2020 | Serviço de Apoio Institucional
Texto: Prof. Dr. Pedro Peixoto
Colaboração: Luana Giacomini Barbosa
Supervisão: Marcelo Modesto Costa

Evento pede que participantes forneçam dados até o dia 8/10

De 1 de setembro até 4 de dezembro, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) promove transmissões online da 72ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) – 2020. A oficina Tenda da Estatística, projeto integrante do evento, faz um convite aos interessados na atividade “Medir o Palmo da Mão Direita” e pede que os participantes forneçam dados pessoais da mão direita para uso estatístico até o dia 8 de outubro. 



Vídeo explicativo da atividade “Medir o Palmo da Mão Direita”. Assista: https://youtu.be/fuSFuqGSR8k



Através da atividade “Medir o Palmo da Mão Direita”, é possível visualizar o gráfico de “sino”, ou uma “curva normal”. Desde 2014, a Tenda já coletou medidas de mais de 7.500 mãos. Para participar, basta entrar no site oficial da Tenda e preencher o formulário seguindo as instruções. No vídeo, é possível obter mais informações sobre a atividade.

 

Tenda da Estatística

A Tenda da Estatística, projeto coordenado pela Profa. Dra. Lisbeth Cordani (IME-USP) e por Doris Fontes (Presidente do CONRE-3, Conselho Regional de Estatística de SP, foi montada pela primeira vez em 2014, durante a 66º Reunião Anual da SBPC, ocorrida na Universidade Federal do Acre, na cidade de Rio Branco. Desde então, a Tenda tem participado de reuniões anuais ou regionais da SBPC, assim como de Feiras de Ciências, Feiras de Profissão, Viradas Científicas, sempre com o objetivo de levar atividades lúdicas que envolvem Estatística e Probabilidade, mostrando sua utilidade na sociedade. Crianças e adultos podem participar das diversas atividades.

 

Saiba mais: 

72ª REUNIÃO ANUAL DA SBPC – 2020: http://ra.sbpcnet.org.br/72RA

Tenda da Estatística: http://www.conre3.org.br/portal/sbpc_joven_2020



25.09.2020 | Serviço de Apoio Institucional
Rachel de Freitas Poli

Com a pandemia, 95% dos participantes relataram ficar mais tempo em casa, mas a maioria reduziu a prática de exercícios físicos

 
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Pesquisadores esperam que os resultados do estudo cheguem aos tomadores de decisão – Montagem sobre foto: Marcos Santos/Jornal da USP

 

Uma pesquisa inédita, realizada com 1.700 brasileiros, mostrou quais são os impactos da covid-19 em pessoas com diabetes. Os resultados foram publicados na revista Diabetes Research and Clinical Practice no dia 3 de julho.

Conduzido por um grupo de instituições nacionais e internacionais, incluindo a USP, o estudo revelou que os portadores da doença alteraram seus hábitos durante a quarentena, o que causou uma piora nos níveis glicêmicos. Se infectadas, essas pessoas podem desenvolver formas mais graves de covid-19.

Outro dado preocupante é que parte dos pacientes relatou dificuldades em receber os insumos necessários para controlar o metabolismo. Do total de 64% dos pacientes que obtêm os produtos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apenas 21% deles receberam os medicamentos para 90 dias, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

O questionário, composto por 20 questões de múltipla escolha, foi enviado por meio das redes sociais de associações e grupos de diabetes. De todos os participantes, 75% eram mulheres, 78% tinham entre 18 e 50 anos e 65% moravam na região Sudeste. A maioria (60%) era portadora de diabetes tipo 1 e 31% do tipo 2. Além disso, 39% tinham acesso ao serviço privado de saúde e 33% deles utilizavam tanto o sistema público quanto o privado.

Os dados foram coletados entre 22 de abril e 4 de maio de 2020.

 

Ferramenta matemática

Com todas as respostas em mãos, coube a Viviana Giampaoli, professora do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, construir um mapa de relações para estabelecer as associações entre idade, ocorrência dos sintomas da covid-19, tipos de diabetes e a evolução de algumas comorbidades, por exemplo. “Vimos que as pessoas com diabetes do tipo 2 controlam menos a glicemia e apresentaram maior frequência de outras doenças e complicadores, como problemas de saúde mental”, explica Viviana. “Vários pacientes com diabetes tipo 1 apresentaram sintomas de covid-19 e não foram testados, mesmo convivendo com familiares infectados.”

Nos cuidados de rotina, é importante manter uma alimentação saudável e a prática de exercícios, já que essas atividades ajudam a manter a glicemia em níveis seguros. A maioria dos respondentes (95%) passou a ficar mais tempo em casa e diminuiu a atividade física. “Quase 60% das pessoas reportaram redução nos exercícios”, relata Mark Thomaz Ugliara Barone, vice-presidente da Federação Internacional de Diabetes e primeiro autor do estudo. Dos 1.701 entrevistados, 38,4% adiaram suas consultas médicas e a realização de exames. Quase 49% deles aumentaram o tempo em frente à TV e 53% acessaram mais a internet.

Dos 91% que monitoram a glicemia, a maioria (59%) percebeu alterações como aumento (20%), diminuição (8,2%) ou maior variabilidade (31%) nos níveis de glicose. . “Obviamente que esses fatores vão ter um impacto importante sobre os autocuidados, por isso a população precisa ter um acesso otimizado ao serviço de saúde”, relata Barone. “No questionário, havia um campo de observação onde os pacientes escreveram relatos desesperados sobre a dificuldade de entrar em contato com os médicos pessoais”, enfatiza.

Desde o início da pandemia, os serviços de saúde de rotina foram reorganizados ou descontinuados. Outros profissionais foram redirecionados para trabalhar na linha do combate à covid-19. “Com isso, a população precisa ser informada de como proceder e que alternativas possuem caso apresentem sintomas causados pelo novo coronavírus”, afirma Barone.

 

Mais estudos

Uma pesquisa virtual, realizada pela Organização Pan-americana de Saúde (Opas) – organismo internacional que atua como escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas -, confirmou que a interrupção dos serviços de rotina é uma ameaça à saúde das pessoas portadoras das chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares. O estudo foi feito no mês de maio com 158 países.

A situação é preocupante porque pessoas com DCNTs têm mais riscos de ficarem doentes se forem infectadas pelo novo coronavírus. Antes da pandemia, 81% de todas as mortes nas Américas ocorriam em razão dessas doenças. Estima-se que 62 milhões de pessoas vivam com diabetes na América Latina e no Caribe. Já o Brasil tem 17 milhões com a doença.

Os coordenadores do trabalho esperam que os resultados cheguem, principalmente, aos tomadores de decisão, e que eles entendam que algo precisa ser feito. “Temos que garantir que essas pessoas recebam os medicamentos para 90 dias de tratamento”, diz Viviana.

Barone se diz preocupado porque os diabéticos não estão recebendo o acompanhamento necessário. “O cenário mudou. Se antes eles se mantinham saudáveis, agora eles precisam se adaptar e receber orientações”, explica. “Não basta só ficar em casa!”

 

 

 

 

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